sábado, 28 de março de 2009

Processos de Fossilização



De acordo com as condições do ser vivo e do meio, podem ocorrer diversos tipos de fossilização. Podemos classificar, simplificadamente, estes processos em três grupos:



Moldagem - as partes duras dos organismos acabam por desaparecer deixando nas rochas as suas marcas (impressões).



Mineralização - os materiais originais que compõem o ser vivo são substituídos por outros mais estáveis.



Conservação - o material original do ser vivo conserva-se parcial ou totalmente nas rochas ou em outros materiais.


Rochas



As rochas sedimentares constituem uma fina camada da crusta, representando cerca de 75% das rochas expostas à superfície terrestre.As classificações existentes para este tipo de rochas baseiam-se, sobretudo, na génese dos sedimentos que as originam.Assim consideram-se três tipos de sedimentos:




- Detríticos, que são fragmentos com origem físico-química em rochas pré-existentes.




-Químicos que são fragmentos que resultam da precipitação de algumas substâncias dissolvidas na água.




-Biogénicos, que são fragmentos resultantes da actividade dos seres vivos ou produzidas pelos seres vivos.Os sedimentos detríticos originam rochas detríticas, os sedimentos químicos originam rochas quimiogénicas e os sedimentos biogénicos originam rochas biogénicas.As rochas sedimentares detríticas constituem a maioria (3/4) do total das rochas sedimentares existentes à superfície da Terra.




Os sedimentos podem classificados quanto ao grau de calibragem, ao grau de arredondamento, quanto à granulometria e à composição química. Os depósitos de balastros, areias, síltes e argilas classificam-se como rochas sedimentares detríticas não consolidadas. A consolidação destes sedimentos por diagénese, origina as rochas sedimentares detríticas consolidadas A consolidação é feita por acção da pressão e da cimentação no caso das brechas, dos conglomerados e dos arenitos.




No caso dos siltítos e dos argilítos devido à pequena dimensão das partículas constituintes é só feita por acção da pressão que permite a compactação. A cimentação pode ocorrer pela formação de um cimento (precipitação de substâncias dissolvidas na água) entre os sedimentos ou por formação de uma matriz (deposição de partículas muito finas transportadas pela água).O aspecto das areias pode dar informações sobre as condições ambientais em que se formaram.


Assim as areias fluviais são geralmente angulosas com grau de granotriagem variável, as eólicas são bem arredondadas, baças devido a numerosas marcas provocadas pelos choque e muito bem calibradas, as areias marinhas são arredondadas, polidas, brilhante e bem calibradas e as areias glaciárias são muito angulosas e mal calibradas.


As areias mais comuns são as quartzosas pois são constituídas por quartzo, um mineral muito resistente. Entre os grãos de areia existem espaços ou poros onde a água pode circular e por isso as areias são muito permeáveis.As areias têm várias aplicações na nossa sociedade como a construção civil e as indústrias de cerâmica e vidreira.As argilas são rochas pouco duras, friáveis, reduzem-se com facilidade a pó e têm cheiro característico a barro. São muito plásticas e quando saturadas em água tornam-se impermeáveis. As pequeníssimas partículas que as constituem aumentam de volume ao absorverem água, fazendo desaparecer os espaços existentes entre elas.




Quando zonas argilosas ficam expostas ao ar seco, a água evapora-se e o terreno apresenta-se cheio de fendas, devido à desidratação. As argilas podem ter várias aplicações na construção civil e na indústria de cerâmica.As rochas sedimentares quimiogénicas formam-se por precipitação de substâncias dissolvidas na água, os sedimentos.A calcite é quimicamente carbonato de cálcio e pode formar-se a partir de iões cálcio e o iões hidrogenocarbonato, levando à formação de água e dióxido de carbono.




A diminuição do teor do dióxido de carbono nas águas em consequência do aumento da temperatura da água, da diminuição da pressão atmosférica ou da agitação das águas (exemplo: o efeito da ondulação) faz com que o equilibro químico se desloque no sentido da formação e libertação de CO2 e na precipitação de carbonato de cálcio. A deposição posterior diagénese dos minerais de calcite origina o calcário.


São exemplos de calcários quimiogénicos, o travertino, as estalactites, as estalagmites e as colunas.O sal-gema forma-se por precipitação de sais de cloreto de sódio, com formação do mineral halite.




O gesso forma-se por precipitação de sais de sulfato de cálcio dom formação do mineral gesso. Esta evaporação é desencadeada pela evaporação de águas marinhas retidas em lagunas ou de águas salgadas de lagos de zonas áridas que contêm ou cloreto de sódio ou sulfato de cálcio em solução.O sal-gema é pouco denso e muito plástico. Depósitos profundos desta rocha, quando sujeitos a pressão, podem subir através de zonas frágeis da crosta e formar grandes massas de sal, os domas salinos ou diapiros.O gesso é utilizado na construção civil e na decoração e o sal-gema em indústrias que produzem sabão, borracha, cerâmica e detergentes.
As rochas sedimentares biogénicas formam-se como consequência da actividade dos seres vivos que se pode manifestar de vários modos.Os corais são seres vivos que edificam estruturas calcárias sob a forma de recifes, a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água do mar. As numulites são fósseis de organismos marinhos que fabricavam uma concha enrolada em espiral de carbonato de cálcio. Outros seres vivos retiram o carbonato de cálcio do mar para construir as suas conchas.
A acumulação e a cimentação destas estruturas, após a morte dos seres vivos, originam respectivamente os calcários recifais, os calcários numulíticos e os calcários conquíferos.Os carvões e os petróleos são considerados combustíveis fósseis pois possuem matéria proveniente de seres vivos, principalmente fotossintéticos. Estes seres armazenaram energia química nos seus compostos orgânicos.
Durante milhões de anos estes compostos orgânicos foram decompostos, devido a um aprofundamento rápido o que evitou o contacto com o oxigénio, transformando-se de acordo com a natureza dos detritos em carvões ou petróleo. Estas substâncias podem ser utilizadas em reacções de combustão para produzir energia.Os meios lagunares costeiros ou os meios lacustres são os mais adequados para que ocorra a sedimentação com movimentos de subsidência (aprofundamento).
As turfas resultam da decomposição lenta de restos de plantas, em ambientes aquáticos pouco profundos e oxigenados, como os pântanos, ao longo de milhões de anos. Em bacias costeiras lagunares ou em bacias lacustres este sedimento biogénico, a turfa, pode aprofundar rapidamente e sofrer a decomposição de bactérias anaeróbias. Com o aumento da profundidade as bactérias morrem devido ao aumento da pressão e da temperatura e devido à acumulação dos produtos de metabolismo. Ocorre então diagénese originando progressivamente carvões mais ricos em carbono e consequentemente mais pobres em água e substâncias voláteis.
Este enriquecimento em carbono designa-se de incarbonização. A lenhite ainda apresenta elevado teor em água por isso o seu poder combustível é fraco. O carvão betuminoso, conhecido por hulha, apresenta elevado teor de carbono, o que faz dele o carvão de maior interesse económico, pois apresenta elevado valor energético e relativa facilidade de exploração. O antracito contém mais de 90% de carbono o que o torna difícil de combustão.
Quando, na formação da jazida a subsidência do fundo da bacia de sedimentos é rápida, a vegetação diminui, diminuindo também a deposição de detritos orgânicos. Pelo contrário aumenta a deposição de detritos terrígenos, trazidos pelas águas, detritos esses que formam depósitos que evoluem para rochas sedimentares detríticas. Se a subsidência é lenta a vegetação é mais exuberante, aumentando a deposição de detritos orgânicos que evoluem para leitos de carvão.
Assim, alternam leitos de carvão com leitos de rochas sedimentares.
Classificações mais actuais não consideram o petróleo uma rocha, é considerado um fluido de origem biogénica com uma percentagem variável de gases. Na legislação portuguesa o termo petróleo designa toda a concentração ou mistura natural de hidrocarbonetos líquidos, o petróleo bruto, ou gasosos, o gás natural.
O petróleo na Geologia pode ainda incluir os produtos sólidos que se designam por asfalto ou betumes.A formação dos hidrocarbonetos que formam o petróleo resulta da conjugação de uma série de fenómenos naturais. O plâncton deposita-se em ambientes aquáticos pouco pro9undos, pouco agitados e pobres em oxigénio.
A rápida deposição dos sedimentos isola estes restos orgânicos das bactérias decompositoras.
O petróleo forma-se no interior de camadas de natureza argilosa ou carbonatada que são designadas de rochas-mãe.
A compactação e o afundimento( 2000 a 3000m) destas camadas provoca alterações físico-quimicas ( temperatura entre os 80 e os 120 ºC) durante milhões de anos o que leva a que aquela matéria orgânica se transforme num liquido negro e espesso que se designa de petróleo, com alguns hodrocarbonetos sólidos em solução). Se o afundimento continuar o petróleo vai ficando mais fluido e vai-se transformando em gás-natural. Depois de formado o petróleo tende a migrar para níveis superiores pois é menos denso que os restantes fluidos das rochas-mãe Se migrar livremente o mais provável é que venha a perder-se na superfície terrestre ou da água. Se na sua ascensão encontrar rochas de baixa permeabilidade, as rochas-cobertura, como as argilas, que impedem as ascensão do petróleo, funcionando como barreiras, e pode encontrar rochas porosas e permeáveis onde pode armazenar-se, as rochas-armazém como arenitos e calcários. Para que ocorram acumulações consideráveis de petróleo é necessária a presença de estruturas geológicas favoráveis, as armadilhas petrolífera, como as dobras e as falhas. Reunidas estas condições podem formar-se reservatórios de petróleo. Nestes é vulgar encontrar água salgada que pode ser água remanescente daquela que ficou aprisionada entre os sedimentos ou água resultante das infiltrações verificadas à superfície.Furos de sondagem petrolífera, realizados em Portugal, não revelaram, até hoje, indícios de petróleo ou mostraram ocorrências sem valor comercial, como é o caso da extracção de alguns milhares de litros de petróleo, de baixa qualidade, na zona de Torres Vedras.

MINERAIS



Os Minerais






Mineral é um corpo natural sólido e cristalino formado em resultado da interacção de processos físico-químicos em ambientes geológicos.






Cada mineral é classificado e denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Em resultado dessa distinção, materiais com a mesma composição química podem constituir minerais totalmente distintos em resultado de meras diferenças estruturais na forma como os seus átomos ou moléculas se arranjam espacialmente (como por exemplo a grafite e o diamante).






Os minerais variam na sua composição desde elementos químicos, em estado puro ou quase puro, e sais simples a silicatos complexos com milhares de formas conhecidas.






Embora em sentido estrito o petróleo, o gás natural e outros compostos orgânicos formados em ambientes geológicos sejam minerais, geralmente a maioria dos compostos orgânicos é excluída. Também são excluídas as substâncias, mesmo que idênticas em composição e estrutura a algum mineral, produzidas pela actividade humana (como por exemplos os betões ou os diamantes artificiais). O estudo dos minerais constitui o objecto da mineralogia.





















As propriedades químicas dos minerais estão estreitamente relacionadas, como é óbvio, com a sua composição química, com a natureza dos átomos e iões que os constituem. Mas dependem também, tal como as propriedades físicas, da sua estrutura, isto é, do arranjo das partículas elementares.



As características das ligações interatómicas nos minerais são tais que podemos considerar uma estrutura como uma associação de esferas cujas dimensões são definidas pelo raio iónico do átomo. Os catiões, as esferas mais pequenas, seriam cercadas por aniões, as esferas maiores. A associação catião mais anião forma, deste modo, um poliedro de coordenação.


Os poliedros de coordenação necessitam de uma neutralidade eléctrica. De acordo com este modelo, poderíamos pensar que a cada mineral corresponderia uma única estrutura e uma única composição química, expressa por uma fórmula química perfeitamente definida.



Acontece que a maioria dos minerais de igual composição química pertence a uma única classe de simetria e a um único sistema cristalino. Porém, as excepções são muitas devido, fundamentalmente, às diferentes condições de pressão e temperatura em que se formam os minerais. Assim sendo e a título de exemplo vejamos o caso de um mineral chamado olivina. A sua composição química é (Fe, Mg)2(SiO4). Isto explica que o ferro (Fe) e o magnésio (Mg) são miscíveis em todas as proporções, logo a composição química da olivina não é definida. Quando se dá a substituição total do ferro pelo magnésio, passamos a ter a forsterite Mg2(SiO4) com composição química definida, no caso inverso temos a fayalite Fe2(SiO4). Entre estes dois pólos todas as composições intermédias podem existir, mantendo-se a estrutura.


Estamos perante um caso de isomorfismo. Podemos, então, dizer que dois elementos são isomorfos, caso do Fe e do Mg, se podem substituir-se mutuamente dentro da mesma estrutura. Como a estrutura não se altera, as substâncias isomorfas apresentam forma cristalina muito semelhante, independentemente, da sua natureza química.



Vejamos, ainda, outra situação de excepção, embora haja muitas mais. O diamante é constituído, quimicamente, só por átomos de carbono (C); outra espécie mineral, a grafite, é igualmente constituída só por átomos de carbono (C). Embora constituídos pela mesma substância química, o carbono, estas duas espécies minerais assumem, ao cristalizar em condições físico-químicas específicas, formas cristalinas muito diversas, com graus de simetria diferentes. Enquanto o diamante cristaliza no sistema cúbico, a grafite cristaliza no sistema hexagonal. Dizemos que estes dois compostos são polimorfos, porque sendo quimicamente idênticos têm simetria diferente. Entre as referidas condições físico-químicas específicas, a temperatura tem uma importância primacial. Por exemplo, se cristais de diamante forem aquecidos a uma temperatura superior a 1500o C, à pressão normal e no vazio, dar-se-á uma transformação lenta da sua rede cristalina na rede cristalina da grafite. A 1900o C, essa transformação duma rede cristalina na outra é rápida. Isto apenas tem interesse académico, já que não existe motivo algum para transformar uma pedra preciosa como o diamante num material muito mais barato e abundante como a grafite.


A ocorrência de espécies minerais com formas cristalinas próprias de outras é um fenómeno relativamente vulgar na Natureza e tem o nome de pseudomorfismo. Neste caso os minerais apresentam falsas-formas. As pseudomorfoses podem ter géneses variadas.
Os minerais apresentam propriedades físicas, químicas e ópticas que permitem fazer a sua caracterização e identificação.
De entre as propriedades físicas destacamos a dureza, cor, cor da risca, transparência e o brilho. A dureza é, por definição, a resistência que um mineral oferece à risca provocada por uma acção mecânica externa.


Na prática mineralógica utilizam-se escalas de dureza relativas, representadas por determinados minerais. A mais comum é a escala de Mohs, que contem 10 graus e é composta unicamente por minerais de risca branca. Os minerais estão ordenados segundo o seu grau de dureza, do menos ao mais duro e do seguinte modo: 1-talco, 2-gesso, 3-calcite, 4-fluorite, 5-apatite, 6-ortóclase, 7-quartzo, 8-topázio, 9-corindon, 10-diamante. Exemplificando, um mineral terá uma dureza aproximada de 8½ se risca o topázio mas é riscado pelo corindon.


Ocupação Antrópica e Ordenamento do Território



Ordenamento do Território




É o conjunto de processos integrados de organização do espaço biofísico, tendo como objectivo a sua ocupação, ultilização e transformação de acordo com as capacidades do referido espaço.




Ocupação Antrópica



Ocupação de grandes zonas da superficie terrestre pelo homem com consequente modificação das paisagens naturais.










Com esta ocupaão provocam-se a existência de risco geomorfológicos. Em zonas de bacias hidrográficas (erosão fluvial, cheias, exploração de inertes), em zonas costeiras (erosão costeira, pressão urbanistica) e nas zonas de vertente (erosão das vertentes, movimentos em massa).













Factores de risco associados a bacias hidrográficas



Vantagens :


- Regularização dos caudais;


- Irrigação, abastecimento de àgua e produção de energia hidroelectrica;


- Actividades turisticas e desportivas.



Desvantagens :


- Acumulação de sedimentos com perda de capacidade de armazenamento;


- Redução de detritos debitados no mar;


- Problemas de segurança;


- Impacto negativo nos ecossistemas aquáticos e terrestres da zona.



Factores de risco geológico associados às bacias hidrográficas


Cheias - aumento do caudal dos cursos de água, com elevação do leito normal e inundação das áreas circunvizinhas. Precipitações anormais, degelos ou rupturas de barragens são causas frequentes.



Medidas de prevenção


- Ordenamento e constrolo da ocupação humana dos leitos das cheias


- Impedimento de construção e urbanização de potenciais zonas de cheias


- Construção de sistemas integrados de regularização dos cursos de água com a construção de barragens



ZONAS COSTEIRAS


Formas de erosão



Abrasão Marinha - erosão provocada pelo constante rebentar das ondas ( sobretudo se transportarem particulas sólidas) de encontro com as rochas. Especialmente notória em costas altas e escarpadas.


Plataforma de abrasão - superficie aplanada e irregular situada na base da arriba, entre marés, onde se depositam detritos rochosos caídos da arriba.






Formas de deposição

Praias - resultam da acumulação de sedimentos de variados tamanhos e formas. Podem observar-se dunas litorais que impedem o avanço do mae para o interior e constituem ecossistemas únicos, de grande biodiversidade.

ZONAS DE VERTENTE

Erosão das vertentes

Erosão hidrica - desgaste mais ou menos lento e gradual dos solos devido ao impacito da chuva e escoamento das águas ao longo das vertentes.

Movimentos em massa - deslizamento, em regra brusco e repentino, de uma grande massa de materiais sólidos ao longo de uma vertente.

Causas dos movimentos em massa

Factores condicionantes - força da gravidade, contexto geológico, tipo e caracteristicas das rochas, sua disposição no terreno, grau de alteração e de fracturação, grau de inclinação da vertente, etc.

Factores desencadeantes - precipitação, acção antrópica (destruição do coberto vegetal, remoção de terrenos para construção ou abertura de estradas), ocorrência de sismos e tempestades no mar.

GEOLOGIA


GEOLOGIA

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Noticia - Porque não temos rabo??

Podemos observar o formato do cóccix nesta ilustração, abaixo da coluna vertebral e acima da bacia pélvica.



É um tanto estranho começar com uma pergunta dessas. Sem piadinhas exóticas sobre rabos, pois a questão em xeque é séria. Seriísima!
No esqueleto humano existe um osso chamado cóccix. Este osso fica mais ou menos na região da bacia, logo abaixo da coluna vertebral. Hoje ele permite em nosso esqueleto o encaixe dos ossos à sua volta e serve como um absorvente de impacto quando nos sentamos ou caímos.Entretanto, podemos observar um formato peculiar nesse osso.


Se observarmos os esqueletos de outros mamíferos, como os macacos, ou até mesmo cães, gatos, cavalos, encontraremos uma estrutura semelhante logo após a coluna vertebral.


Estes animais têm rabo, ou uma versão animal do nosso osso cóccix.


Criacionismo "E Ele viu que era bom." - Livro do Gênesis, Bíblia.


Para começar: que é o criacionismo? O criacionismo é uma teoria que já foi amplamente aceita, circulando desde que a civilização humana se assentou, até os dias de hoje.


Basicamente, é uma teoria que diz que os seres humanos vieram para a Terra por intervenção divina.

Cada religião no mundo encara esta teoria de sua maneira própria. O cristianismo, por exemplo, acredita que após a criação do Universo, Deus colocou vida em seu planeta recém-criado.


Na renascença moderna, a poderosíssima Igreja Católica matou, queimou, torturou e fez coisas ainda piores pra quem se opusesse a ela. E se opor a ela era também se opor ao criacionismo.

Essa atemorização ameaçou até Charles Darwin, o criador do evolucionismo, que na época não teve uma boa aceitação de suas teorias revolucionárias.Outros exemplos de criacionismo: Hindu - A criação da vida e do universo é creditada a uma entidade superior chamada de "O Brahaman"Islamita: A criação de tudo é também creditada a uma entidade superior, Alá.O que a teoria afirma sobre o nosso rabo? (Cóccix)Nada, na verdade.


A teoria católica prega que Deus quis que fôssemos assim, e assim fomos. A teoria católica é baseada na Bíblia, que, por sua vez, não teve base científica. Isso quer dizer que cientificamente a Bíblia não tem validade. Mas mesmo assim, para muitos, é uma questão de fé acreditar que não temos rabo porque Deus assim quis. Questionar a fé de quem acredita é a última coisa que quero neste texto.Podemos perceber que as teorias religiosas foram criadas há muito tempo, logo, dizer que tudo apareceu num piscar de olhos era muito mais fácil do que tentar explicar científicamente as nossas origens.


Evolucionismo


Não viemos dos macacos, nem da mão divina.O evolucionismo é uma teoria formulada por Charles Darwin, o qual viajou pelo mundo todo para procurar provas que sua teoria estava certa. De acordo com ele, todos os seres vivos passam por um processo constante de seleção natural, que faz com que eles sejam obrigados a evoluir para sobreviver. Por exemplo: Quando em um determinado período da vida na Terra começaram a faltar alimentos para os seres de baixo d'água, eles se adaptaram à vida fora d'água. São conhecidos hoje por anfíbios. Aquelas raças que não se adaptassem seriam extintas, isso é uma coisa natural na história da Terra.O que diz o evolucionismo sobre o cóccix humano?Isso envolve a evolução humana, desde os tempos em que nenhum humano andava sobre a Terra. Para começar, o homem não veio do macaco. Imagine uma árvore com uma espécie X. Suponha que essa espécie evoluiu em dois ramos, Y e Z. É essa a relação que temos com os gorilas e os chipanzés, a de Y e Z, somos um ramo da família dos hominídeos e eles são parte de outro ramo. Apesar disso, é menos de 5% de nosso DNA que nos diferencia de um chipanzé, por exemplo.Nos tempos das espécies primitivas de hominídeos, as espécies desse tipo viviam nas savanas, onde se adaptaram à vida sem árvores. A savana é um ambiente praticamente sem árvores, somente algumas espaçadas umas entre as outras. Os primatas que viviam nelas se adaptaram a vida no chão. E a primeira parte a se adaptar foi o rabo. Sem utilidade, ele foi lentamente desaparecendo das espécies humanas. Se o homem continuasse a viver em árvores, talvez ele ainda tivesse um rabo. Mas ele desceu, em busca de alimentos, provavelmente, e se adaptou a vida no chão. É claro que este processo evolutivo levou milhões de anos, até atingir a escala atual de desenvolvimento. O cóccix, então, é um remanescente evolutivo daquilo que um dia foi um rabo, segundo o darwinismo.




Eu acredito pessoalmente na teoria evolucionista e concordo que esta é a que deve ser ensinada em escolas, pois é científicamente embasada. Se alguém acha que deve aprender sobre a teoria criacionista, tem de frequentar igrejas para alimentar sua crença.E o rabo? Mesmo que voltássemos a viver em árvores, duvido que ele voltasse à nossa anatomia. Desenvolveriamos braços e pernas mais fortes, mas não um rabo, acredito eu.

Evolucionismo vs Fixismo




Fixismo: admite que as espécies, desde o seu aparecimento, são imutáveis, ou seja, não sofrem modificações. Tem os seguintes ramos:




Criacionismo: defendia que todos os seres vivos tinham sido obra divina e que por isso eram perfeitos e não precisavam de sofrer alterações




Espontaneísmo: a vida surgia quando existissem condições favoráveis a isso, uma dessas condições era a existência de uma força vital




Catastrofismo: a existência de catástrofes naturais destruía determinados seres vivos, outras espécies existentes iriam povoar esses locais desabitados.






Evolucionismo: admite que as espécies não são imutáveis e que sofrem modificações ao longo do tempo, antes de Lamarck era também conhecido como transformismo.









Lamarckismo



- O meio é agente causador das modificações -> uma alteração do meio provoca nos seres vivos o aparecimento de novas características que lhes permitem a adaptação a esse ambiente




- Lei do Uso e do Desuso



- Lei da transmissão dos caracteres adquiridos







Factores que influenciaram Darwin na formulação da sua teoria


Darwin era fixista e acreditava que cada espécie tinha sido criada para ocupar um determinado local.
à Logo, a fauna e a flora das ilhas deveriam ser semelhantes entre si, por se tratarem de ambientes semelhantes.



Dados Biogeográficos



No entanto, constatou (numa viagem a bordo do navio Beagle) que as espécies de Cabo Verde (arquipélago) eram semelhantes às da Costa africana, mas diferentes das espécies das Galápagos (arquipélago).


A explicação encontrada por Darwin para esta situação foi a de que as espécies dessas ilhas eram mais parecidas com as do continente por partilharem um ancestral mais recente, logo as semelhanças seriam resultado de uma descendência comum.



Nas Galápagos, ao analisar tentilhões, Darwin apercebeu-se que estes eram diferentes de ilha para ilha. Mas apesar dessas diferenças apresentavam grandes semelhanças entre si. Também eram parecidos aos da costa americana.



Portanto deveriam ter uma origem comum. As condições existentes em cada ilha condicionariam, então, a evolução de uma espécie de tentilhão, conduzindo à diversidade observada.
Mas não o observou somente com os tentilhões. Também com as tartarugas se passava o mesmo.

Dados geológicos

Também a leitura da obra de Charles Lyell, mais especificamente, a Teoria do Uniformitarismo (princípio das causas actuais e gradualismo) influenciou Darwin: assim como acontecia com os fenómenos geológicos, também as espécies teriam evoluído lenta e gradualmente, modificando as características presentes nalgumas espécies. Os fósseis e fenómenos vulcânicos que Darwin tinha observado, contribuíram para a aceitação desta teoria por parte dele, assim como a idade da Terra estimada na altura (vários milhões de anos), que era considerada suficiente para permitir essa evolução lenta e gradual.

Dados demográficos



Num estudo demográfico de Thomas Malthus, tinha sido determinado que a população humana tinha a tendência de crescer geometricamente (progressão geométrica), ao passo que os recursos alimentares cresciam segundo uma progressão aritmética.
à No entanto os factores externos poderiam condicionar o crescimento da espécie.
Darwin transpôs esta teoria para os animais em geral. Assim admitia que apesar da tendência de crescimento das populações ser geométrica, na realidade isso não se verificava. Isto seria devido a uma série de factores exteriores: condições climáticas, escassez de alimento, competição, doenças, etc.
Darwin tinha verificado, por experiência própria, que a selecção artificial, recorrendo a cruzamentos controlados, permitia a selecção de determinadas características, ao seleccionar progenitores com as características pretendidas. Seria, então, mais provável que os descendentes também as apresentassem, o que se tornaria mais visível com o passar das gerações. Darwin transportou esse conceito de selecção para a Natureza, passando a chamá-la de selecção natural.
à Assim, consoante os factores ambientais, vão sobrevivendo e reproduzindo-se os indivíduos com maior capacidade de sobrevivência naquelas condições, os mais aptos. No decorrer do tempo e das gerações, as modificações vão-se tornando mais visíveis, no contexto da população.
Foi com base nestes pressupostos que Darwin propôs uma teoria evolucionista.

Conceitos essenciais do Darwinismo: selecção natural, variabilidade intra-específica, luta pela sobrevivência, sobrevivência diferencial, reprodução diferencial.

O que Darwin não conseguiu explicar: porque existiam variações entre os indivíduos de uma determinada espécie e como eram transmitidas as características aos descendentes

Darwinismo
- Variabilidade intra-específica
- As populações tendem a crescer segundo uma progressão geométrica, produzindo mais descendentes do que os que acabam por sobreviver
- Existe luta pela sobrevivência (vários descendentes são eliminados)
- Alguns indivíduos (os mais aptos) possuem características que são favoráveis à sua sobrevivência num determinado meio
- Os mais aptos vivem mais tempo (sobrevivência diferencial) e reproduzem-se mais (reprodução diferencial)
- As características mais adaptativas são transmitidas aos descendentes
- A lenta e gradual acumulação de características conduz, passadas várias gerações, ao aparecimento de novas espécies

Argumentos a favor do Evolucionismo


(A: já utilizados por Darwin;


B): surgem posteriormente a Darwin

A1: Biogeográficos
à Importância da proximidade geográfica na distribuição dos seres vivos semelhantes

A2: Anatomia Comparada
- Estruturas homólogas (com o mesmo plano anatómico/estrutural e a mesma origem embriológica, podem ou não desempenhar a mesma função): traduzem a existência de um ancestral comum que, sujeito a pressões selectivas diferentes, evolui de forma a originar diversidade de indivíduos/grupos – evolução divergente



- Estruturas análogas (não apresentam o mesmo plano estrutural nem a mesma origem embriológica, desempenham a mesma função): realçam que pressões selectivas idênticas favorecem, a partir de estruturas anatomicamente diferentes, a aquisição de formas semelhantes para desempenho das mesmas funções – evolução convergente



- Estruturas vestigiais (órgãos atrofiados, que não apresentam uma função evidente nem importância fisiológica, num grupo de seres vivos, mas que se mantêm funcionais noutros grupos de seres vivos): sugerem que estes órgãos foram úteis a um ancestral comum que, sujeito a pressões selectivas diferentes, evoluiu em sentidos diferentes – evolução divergente

A3: Paleontológicos
à Fósseis diferentes de organismos vivos actuais
à Fósseis de transição

A4: Embriológicos
à A embriologia fornece provas a favor do evolucionismo, porque, em estados iniciais embrionários, são perceptíveis homologias entre várias espécies/classes, que não é possível observar em organismo adultos. Sugere a existência de um ancestral comum, que terá sofrido depois evolução divergente

B1: Citológicos
- A Teoria Celular, ao considerar que todos os seres vivos são constituídos por células e que estas são a sua unidade estrutural e funcional, sugere uma base comum para todos os seres vivos
- A existência de vias metabólicas idênticas em organismos aparentemente muito diferentes (ex. respiração em animais e plantas) sugere também um ancestral comum

B2: Bioquímicos
- Todos os organismos são constituídos pelos mesmos compostos orgânicos, o que sugere um ancestral comum
- A universalidade do código genético com intervenção do DNA e do RNA no mecanismo de síntese proteica aponta para um ancestral comum
- A sequenciação do DNA tem revelado homologias de código genético que apontam para uma relação de parentesco entre todos os seres vivos
- A hibridação do DNA permite estimar proximidade entre duas espécies diferentes, através do emparelhamento de cadeias de DNA de espécies distintas

Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução(inclui dados não utilizados por Darwin: da genética e da hereditariedade)

Os indivíduos de uma população (unidade evolutiva) apresentam variabilidade devido a:



- mutações (aparecimento de novos genes à novas características)


- recombinação génica (diferentes possibilidades de combinação dos genes, na sequência da meiose e da fecundação)


- A existência de variabilidade intra-específica possibilita a actuação da selecção natural


- Os indivíduos com genes que lhes conferem características mais adaptativas para um determinado meio (os mais aptos) sobrevivem e reproduzem-se mais (sobrevivência e reprodução diferencial), transmitindo aos descendentes os seus genes, através das células reprodutoras, estes genes serão mais frequentes nas gerações futuras


- A acumulação lenta e gradual (gradualismo) destes genes ao longo de muitas gerações leva a alterações do fundo genético da população à surge uma nova espécie